agosto 14, 2008

da luz que a vida tem



Aluno, do latim, quer dizer "sem luz", acho que isso não é novidade pra ninguém. É que hoje eu parei pra refletir sobre essa condição.

sinceramente, me sinto ofendido. tá que eu não sei metade do que meus professores sabem e que eu não sou um profissional em área alguma, que eu não tenho diploma, que eu não posso exercer muitos cargos, que eu nem idade tenho... mas "sem luz"?
Quem disse que dependemos de um monte de cálculos, datas e silogismos para brilhar? Quem foi tão insano ao ponto de afirmar que o brilhantismo depende de um aprendizado coordenado, pré-esquematizado e voltado ao vestibular?
E a criatividade? E a auto-expressão, o pensar, a arte, o novato também, as palavras que soam erradas no início, os pequenos prazeres da vida, o medo das coisas que não existem, o amor, todos os outros sentimentos, a leitura das imagens, as batidas de um baixo dentro da sua caixa torácica, as cores, os dizeres e aprenderes da vida? Desprezados, nada disso brilha, ou nada disso cabe a um aluno.
Sem luz eu não sou não, me chame de estudante se quiser - vou ser pra vida toda. É, eu to brilhando. Brilhando informação, to brilhando o belo, to cintilando e não pretendo parar nunca.

agosto 12, 2008

as novas


okay, podem me chingar de negligente, eu assumo a culpa. mas estou correndo atrás, não é? se abandonei o blog tanto tempo, uma hora tinha que voltar a postar.

Hoje mais cedo eu bati de cara com aquela minha velha sorte chinesa sobre a tormenta e a bonança. Fiquei ali refletindo sobre a minha situação naquela época, o que era tempestade e o que era calmaria para mim naqueles dias.
Engraçado, agora penso que tenho exatamente do jeito que eu queria as coisas que me faltavam. Eu tenho os sparks todos e mais que isso se você quer saber. Então a bonança chegou depois de tanto choro, tanta raiva, tantos foras, tantas voltas do mundo.

Mas será que é isso que eu quero agora? Será que vale a pena? Juro que não sei a resposta. Não sei e tenho medo de fazer a escolha errada aos poucos, sem nem perceber.

E de que vale essa reflexão assim, se eu já sei que vou deixar as coisas acontecerem despacio, porque tudo comigo é no sapatinho senão não dá pra sentir nada. Que graça tem a vida se não se sente?